Perfil Antropométrico e Fisiológico dos Jogadores de Râguebi Portugueses

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Os doutores António Cruz-Ferreira e Carlos Ribeiro, da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da Mealhada e da Universidade de Coimbra, respetivamente, publicaram em 2013 um estudo sobre o perfil antropométrico e fisiológico dos jogadores de râguebi portugueses. O estudo foi tanto mais inovador pelo facto de, habitualmente, existir pouca literatura científica sobre desporto que não incida no futebol, dado o predomínio social desta modalidade sobre as restantes. O resultado da investigação foi publicado na “Revista Brasileira de Medicina do Esporte”.

Os investigadores partiram do pressuposto, aceite pelo senso comum, de que numa equipa de râguebi todos os jogadores deverão ter sensivelmente as mesmas medidas e capacidades, mas, tendo em conta a ideia oposta – igualmente de senso comum, daí a necessidade do rigor científico, para clarificar ideias pré-estabelecidas – de que jogadores de diferentes posições acabam por ter diferentes características.

A investigação envolveu 46 jogadores de duas equipas participantes no campeonato nacional, que foram divididos em “avançados” (“forwards”) e “recuados” (“backs”). Foram avaliadas a altura, a massa muscular, a gordura, a velocidade, a aceleração e a capacidade aeróbica.

Conclusões

Cruz-Ferreira e Ribeiro concluíram que os dados fisiológicos e antropométricos dos jogadores portugueses se assemelham aos de jogadores de outros países, de acordo com a literatura existente. De certa forma, tal vem comprovar a maturidade do râguebi nacional, uma vez que existe a clara noção da correlação entre o que se espera de um jogador em campo, numa determinada posição, e as suas capacidades físicas.

Os “avançados” tendem a ser mais pesados, mais altos e a ter mais gordura que os “recuados”, sendo também mais lentos. Por outro lado, tendem a possuir mais capacidade aeróbica total. Isto porque se espera, da parte dos “avançados”, que apliquem a sua massa corporal e a sua força em disputas de bola. Por outro lado, os “recuados” devem ser rápidos e “esguios”, no sentido de fugir às marcações e concretizar as situações de vantagem e oportunidades criadas pelos “avançados”.

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